20H30 | 2 NOVEMBRO 2026
CULTURA ARTISTICA
No ano em que se estreia e esgotou a MEO Arena, a maior sala de Portugal, com mais de três meses de antecedência, Sara Correia regressa ao Festival de Fado.
Com o estatuto de superestrela da música nacional, continua a intitular-se fadista, porque cante o que cantar, a alma e a força ninguém lhe tira.
Em 2018 lança o seu homónimo álbum de estreia, Sara Correia, trabalho que foi amplamente reconhecido pela crítica e que lhe valeu nomeações para os Prémios Play e a atribuição do prémio revelação da Radio Festival.Ao segundo álbum de estúdio, em 2021, recebe uma nomeação para o Grammy Latino, na categoria de Melhor Álbum de Raízes Portuguesas. Com este “Do Coração” tem a oportunidade de cantar autoras como Luísa Sobral, Joana Espadinha ou Carolina Deslandes com quem começa uma relação privilegiada de intérprete – compositora.
A partir desse disco, Deslandes escreverá sempre para Sara Correia, fazendo-lhe canções à medida do que a fadista quer passar ao mundo. Foi assim com “O Porquê do Fado”, com “Chelas” (incluído no álbum “Liberdade” e que se tornou um hino) e com o mais recente “Avisem Que Eu Cheguei”.
Pela mão de Diogo Clemente, o seu produtor e diretor musical, Sara Correia tem somado prémios, galardões, nomeações e elogios um pouco por todo o Mundo.
E foram muitos os artistas que já a chamaram para colaborações, procurando essa forma única com que encara a vida, tal como a música. Calema, Pedro Abrunhosa, Israel Fernández, António Zambujo, León Gieco, Dino D’Santiago, Elza Soares, Linn da Quebrada, Paulo Flores, entre muitos outros são alguns dos nomes com quem já partilhou o palco e as canções.
Nascida e criada em Chelas, ali nos inícios dos anos 90, Sara Correia conta que, como qualquer outra pessoa que tenha crescido num bairro popular, o fado era bálsamo diário para os seus pequenos ouvidos.Sendo de família de fadistas desde cedo teve contacto próximo com o género e aprendeu a ouvir as gravações da Amália Rodrigues, da Beatriz da Conceição e do Fernando Maurício, as suas três grandes ‘fontes’”.
Hoje é, ela mesma, referência para as novas gerações do Fado e não só. O público crescente que esgota salas em todo o Mundo para a ver cantar é sinal disso mesmo. Todos procuram a garra, a voz e o Fado de Sara Correia.
Vem ao Festival de Fado apresentar o seu quarto disco “ Tempestade”.

